361º aposta em Giovani e produtos para crescer no Brasil

28 d abril d 2017 às 4:02 pm

Em 2014, a companhia chinesa 361º chegou ao Brasil de maneira grandiosa: a empresa fechou com os Jogos Olímpicos para ser a marca esportiva do Rio 2016. Até então, ela era uma grande desconhecida no mercado brasileiro. Hoje, com mais produtos nas prateleiras, o objetivo é crescer para se tornar a quarta colocada no país em seu segmento.

Um dos meios para obter maior sucesso no Brasil será o uso de atletas patrocinados. Na quarta-feira (26), a 361º deu o exemplo da estratégia. A empresa apresentou, em evento realizado em São Paulo, o fundista Giovani dos Santos da Equipe Pé de Vento de Petropolis/RJ. A marca será patrocinador do corredor, um dos principais nomes do Brasil atualmente.

A outra frente para crescer no Brasil está nos produtos da marca. Com fábricas no Vietnam, a 361º faz a produção para diversas companhias de tênis. Em 2003, resolveu investir em uma marca própria, ainda que mantenha fabricação para empresas concorrentes. Esse know-how deve ser percebido pelo consumidor, aposta a companhia.

“A grande maioria dos corredores de rua não tem um conhecimento técnico do calçado. Mas eles são seguidores e sabem o que os melhores corredores e atletas preferem. E aí é uma questão de tempo para os tênis caírem no gosto do brasileiro”, comentou o gerente de marketing da 361º, Sergio Baccaro.

Com atletas, o plano é apoiar e exaltar aqueles que foram chamados de “heróis nacionais” pela companhia, aqueles com bom desempenho, como Giovani dos Santos. Nas corridas de rua mais tradicionais, o plano é espalhar a marca em patrocínio a diversos eventos. A empresa estará, por exemplo, na Rolling Stone Run, que acontecerá no próximo mês, em São Paulo.

As ações começam a ser menos discretas do que foram durante os Jogos Olímpicos. Apesar de a marca estar presente nos uniformes de funcionários e voluntários do Rio 2016, as ativações para o Brasil foram escassas.

“A marca tinha chegado há pouco no Brasil e havia pouco produto nas lojas, não fazia sentido ativar mais. As grandes ativações aconteceram no mercado asiático, onde a marca está consolidada”, explicou Baccaro.

Hoje, a produção e a distribuição para o mercado brasileiro estão acertadas, com produtos nas principais lojas especializadas. Um cenário amadurecido para a empresa crescer no Brasil.

 

Fonte: Duda Lopes do maquinadoesporte.uol.com.br

Foto: Giovani e Sergio na assinatura do contrato.

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