Caio Bonfim termina marcha atlética 20 km em 13º no Mundial de Doha

5 d outubro d 2019 às 11:53 am

O atleta, que foi bronze no Mundial de Londres-2017, estava em boa forma e preparado para as severas condições climáticas local, mas foi prejudicado por um pit lane e uma parada de dois minutos

Caio Bonfim (Wagner Carmo/CBAt)

O brasileiro Caio Bonfim ficou em 13º na marcha atlética 20 km no Mundial de Atletismo de Doha, Catar, nesta sexta-feira (4/10), com 1:31:32, numa prova duríssima que fechou o oitavo dia de competições, realizada em circuito montado na região turística de Corniche. Caio, que foi bronze no Mundial de Londres-2017, teve de lutar com as condições climáticas, e ainda cumprir um pit stop de 2 minutos, por punições da arbitragem. O ouro ficou com o japonês Toshikazu Yamanish, que liderou a partir do km 8 e até o fim, com 1:26:34.

Moacir Zimermann, 20 km marcha atlética (Wagner Carmo/CBAt)

A prata foi conquistada pelo russo Vasiliy Mizinov, que competiu como atleta neutro autorizado, com 1:26:49, e o bronze pelo sueco Perseus Karlström, com 1:27:00. O brasileiro Moacir Zimmerman, que também cumpriu dois minutos de espera no pit lane, terminou em 39º lugar (1:44:16).

Os atletas, enfrentaram a temperatura de 32 graus e umidade do ar de 80, condições registradas no momento da largada, às 23:30 de Doha, munidos de coletes de gelo ou toalhas frias, recheadas de gelo, penduradas no pescoço. A temperatura ainda aumentou durante o percurso e a sensação de calor era de 43 graus.

Caio Bonfim (CASO-DF), medalha de bronze na prova no Mundial de Londres-2017, ficou bem atrás no pelotão no início. Passou em 27º nos primeiros 5 quilômetros (22:32) e em 16º no km 10 (44:41) – nessa passagem o japonês Toshikazu Yamanish já dominava a prova, na liderança, com 17 segundos de vantagem (44.06), em relação ao segundo colocado, o sueco Perseus Karlström (44.23).

No Km 15 a liderança mantinha-se com o japonês Yamanish em primeiro (1:05:28) e o sueco Karlström ainda em segundo (1:05:43). O brasileiro Caio Bonfim, passou na 17ª posição (1:08:46), a 3:18 do líder. Mas logo em seguida Caio teve de fazer uma parada de 2 minutos no pit lane por tomar duas punições da arbitragem. O brasileiro voltou, fez uma prova de recuperação e ainda terminou em 13º.

“Eu estava num crescendo, com a segunda metade mais rápida do que a primeira. Ia dar 1:28. E eu estava muito bem preparado para essa prova, mesmo com essas condições climáticas”, disse Caio, revelando que foi a primeira vez desde que a regra foi criada que teve de cumprir punição no pit lane. “Parece que a arbitragem estava assim com todo mundo. Estranho. Tomei um cartão logo no começo da prova, quando estava cheio, eu no meio do pelotão…”

Caio disse que se preparou como nunca e deu o seu máximo. “O calor interfere no tempo, mas a gente ajusta no ritmo. Eu estava chegando, fazendo 4:20, 4:18 (por quilômetro), tanto que estava chegando no inglês quando tomei o pit lane.”

Protesto do Brasil negado – No fim da noite de sexta-feira em Doha o Brasil recebeu a resposta ao seu protesto e o revezamento 4×100 m feminino foi mantido fora da decisão deste sábado. Na qualificação, o Brasil fez 42.68 com Bruna Farias, Vitória Rosa, Lorraine Martins e Rosângela Santos. Se qualificou por tempo, mas acabou desqualificado pela regra 163.3 – por invasão da raia do lado pela atleta Bruna Farias.

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