Confira como foi a primeira semana do retorno do atletismo ao CT Paralímpico

23 d julho d 2020 às 3:17 pm

Esta quarta-feira, 22, completa-se sete dias desde que a pista de atletismo do Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, voltou a receber os atletas desde a decretação da pandemia de Covid-19. As últimas atividades no local haviam ocorrido em 16 de março, dia em que a praça esportiva foi fechada como forma de prevenção à propagação do vírus. 

Foto: Ale Cabral/CPB

Vinte e dois atletas, dentre os quais sete guias, têm autorização para frequentar o Centro de Treinamento durante a semana em grupos de cinco pessoas e em horários alternados. Todos foram submetidos a exames de Covid-19 antes de darem início ao treinamento – tanto o RT-PCR (raspagem na região da nasofaringe) como sorológico, e nenhum deles testou positivo para o vírus. 

Já na pista do CT Paralímpico, todos têm de seguir um rígido protocolo de segurança e higienização, aprovado na prefeitura municipal de São Paulo no final de junho.

“Higienização é constante aqui no Centro de Treinamento, álcool em gel o tempo todo do lado, evitando contato, sempre longe das pessoas. Eu também estou colocando saco plástico no carro, quando sair daqui não quero infectar o carro, ter o risco apesar de o CPB promover a higienização de tudo, os tapetes antes de entrar na pista, tudinho que nós estamos usando, pela segurança”, comentou Edson Pinheiro, acreano, atual campeão parapan-americano nos 100m da classe T38 (paralisados cerebrais), e medalhista de bronze nesta mesma prova nos Jogos Paralímpico do Rio 2016.

O critério para retorno dos atletas ao CT nesta primeira fase de reabertura da praça foi estabelecido pela diretoria técnica do CPB e compreendia em convidar aqueles que subiram ao pódio no Campeonato Mundial de 2019, em Dubai, ou nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. 

“Felicidade completa poder voltar a fazer alguma coisa em ambiente aberto, poder se mover na pista e não dentro de casa. Já posso devolver a esteira que eu aluguei para manter um pouquinho a forma”, disse o capixaba Daniel Mendes, prata nos 400m da classe T11 (cegos) no Mundial de Dubai, e ouro nesta prova em Lima 2019. 

Após quase quatro meses sem treinamentos adequados na pista do Centro Paralímpico, a programação recomeça para todos de forma gradual. “Iniciamos na melhora técnica dos atletas, em que eles não treinam com alta intensidade, mas de leve a moderada, pensando primeiro em buscar o equilíbrio muscular. Tanto que fazemos um trabalho vinculado à fisioterapia”, explicou Everaldo Braz Lúcio, um dos treinadores da seleção brasileira de atletismo que acompanha este primeiro grupo de atletas in loco. 

“Estou bem confiante no trabalho dos treinadores e da equipe, acreditando e confiando no trabalho deles. Como consegui manter uma preparação durante a pandemia em Goiânia, onde estive este período em que o CT estava fechado, não perdi tanto assim. Mas, logicamente, que tem que ser um passo de cada vez para não ter nenhum contratempo, nenhuma lesão”, explicou Lorena Spoladore, bronze nos 100m e nos 200m T11 em Dubai e no Parapan de Lima. 

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