Há um ano, Brasil conquistava o inédito título do Mundial de Revezamentos

12 d maio d 2020 às 3:43 pm

A equipe 4×100 m masculina, formada por Rodrigo Nascimento, Jorge Vides, Derick Souza e Paulo André Camilo de Oliveira, fez uma campanha brilhante, superando na final os fortes quartetos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha

O treinador e os cinco velocistas (Wagner Carmo/CBAt)

Há exatamente um ano, no dia 12 de maio de 2019, o Brasil conquistava em Yokohama, no Japão, o inédito título de campeão do 4×100 m masculino no Mundial de Revezamentos. A equipe formada por Rodrigo Nascimento, Jorge Vides, Derick Souza e Paulo André Camilo de Oliveira (Vitor Hugo dos Santos foi reserva) venceu a final, no mesmo estádio em que a seleção de futebol foi pentacampeã em 2002, com o tempo de 38.05.

A vitória não foi fácil e mostrou a superação do jovem grupo. Os brasileiros superaram os Estados Unidos, que tiveram Mike Rodgers, Justin Gatlin, Isiah Young e Noah Lyles, todos atletas com tempos abaixo dos 10.00 nos 100 m, por 2 centésimos de segundo (38.07). A Grã-Bretanha ficou em terceiro, com 38.15.

Nesta segunda-feira (11/5), o catarinense Rodrigo Nascimento, que abriu o revezamento campeão, participou de uma live no instagram da Confederação Brasileira de Atletismo e lembrou da histórica conquista.

“Chegamos para competir e na semifinal os adversários já começaram a nos olhar de uma forma diferente. Estávamos tranquilos e botamos respeito. Estava feliz em competir, querendo curtir. Na final, no outro dia, já nos olhavam de outra forma, tentando nos amedrontar de alguma forma, mas não adiantou”, comentou Rodrigo.

“Foi um momento novo para todo mundo. Na final, na hora da apresentação, nós nos olhamos e dissemos que era nossa hora. Vamos fazer o nosso, curtir a prova e ir para cima, já que a pressão estava com os adversários. Fizemos o nosso melhor e deu certo”, disse o velocista.

Os quatro atletas comemoraram muito a vitória, com bandeiras do Brasil e muita alegria na pista. E motivos não faltaram. Afinal, para chegar ao primeiro lugar fizeram uma ótima exibição, com passagens de bastão perfeitas e cada integrante realizando da melhor forma suas funções.

O técnico Felipe de Siqueira também comemorou muito e viu recompensados todos os sacrifícios feitos pelos atletas no longo período de treinamento antes da competição com campings nos Estados Unidos e no Japão. “A conquista serviu para aumentar ainda mais a confiança do grupo na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2021 e de Paris-2024”, observou.

O revezamento 4×100 m masculino conquistou depois também a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, repetindo a formação de Yokohama. No Mundial de Doha, o pódio escapou por muito pouco. A equipe, que teve Vitor Hugo dos Santos no lugar de Jorge Vides, terminou em quarto lugar, com 37.72, novo recorde sul-americano. O recorde anterior era do Brasil na Olimpíada de Sydney-2000, com 37.90, e tinha 19 anos.

“O desempenho dos brasileiros no Mundial de Yokohama foi excelente. O 4×100 m feminino terminou em quarto lugar e o revezamento misto 4×400 m ficou em sexto, além da grande vitória no 4×100 m masculino. Foi uma participação sensacional”, lembrou Warlindo Carneiro da Silva Filho, presidente do Conselho de Administração da CBAt.

A Caixa é a Patrocinadora Oficial do Atletismo Brasileiro.

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