Hoje é dia de Claudio Roberto Sousa

14 d outubro d 2020 às 10:02 am

O ex-velocista piauiense espera a medalha de prata do revezamento 4×100 m conquistada há 20 anos nos Jogos Olímpicos de Sydney como um presente especial pela comemoração de seus 47 anos

Claudio Roberto Sousa

Parabéns Claudio Roberto Sousa. O piauiense, integrante do revezamento medalha de prata no 4×100 m nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, completa 47 anos nesta quarta-feira (14/10) e recebe os parabéns da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), seguindo a série “aniversários”, iniciada em julho, pela entidade, para homenagear os atletas que engrandecem a história do esporte do País.

E o maior presente para o ex-velocista será receber, ainda em 2020, a histórica medalha prometida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), depois de mais de 20 anos de espera. Além da medalha, para corrigir essa injustiça, o ex-atleta deverá receber o pin e o diploma a que faz direito.

“Entre as qualidades que devemos ter estão a paciência, a resiliência e o respeito. Espero há 20 anos pela medalha e agora está perto de recebê-la. Estou muito feliz e um pouco ansioso. Acho que eu era o único medalhista olímpico sem medalha”, comentou Claudinho, como é chamado no atletismo.

Claudio, que tem um projeto social e dá aulas de atletismo em Teresina, cidade em que nasceu, recebeu em maio passado um documento do COI, enviado pelo COB, que confirma a entrega da medalha até o fim do ano.

O velocista era reserva da equipe em Sydney-2000 e correu a semifinal da prova. Na final, Cláudio foi substituído pelo titular Claudinei Quirino, que fechou o 4×100 m. O grupo teve ainda Vicente Lenilson, Edson Luciano Ribeiro e André Domingos.

O quarteto vice-campeão olímpico recebeu a medalha no próprio estádio, na cerimônia do pódio, no dia 30 de setembro. A de Claudinho ficou de ser entregue depois, mas nunca foi recebida.

“A notícia me foi dada pelo presidente do COB, Paulo Wanderlei, e me deu uma grande felicidade. Todos que me conhecem sabem que sou tranquilo, mas nunca perdi a esperança”, lembrou Claudio, que foi homenageado na Assembleia Geral da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), da qual é membro, em 2016, em São Paulo. Ele recebeu uma réplica da medalha numa iniciativa de André Domingos, seu companheiro de equipe, e de Arnaldo Oliveira, medalhista de bronze no 4×100 m de Atlanta-1996.

“Essa medalha foi muito importante. Nos últimos quatro anos em todas as ações que participei como um dos Heróis do Atletismo da Caixa, eu fiz questão de mostrá-la. Ela era um símbolo que me faltava nas minhas palestras e apresentações”, disse o ex-atleta, que tem uma medalha de prata também do Campeonato Mundial de Paris-2003, quando correu como titular ao lado de Vicente Lenilson, Edson Luciano e André Domingos.

Claudinho foi a duas Olimpíadas, a quatro Mundiais e a dois Pan-Americanos e deixou o atletismo em 2008 – correndo 10.33 nos 100 m e 21.04 nos 200 m -, quando não se qualificou para a Olimpíada de Pequim. Ele começou numa escola em Teresina, com 15 anos. Três meses depois que conheceu o atletismo foi campeão brasileiro sub-18. Com 17 anos enfrentou o sarampo e a pneumonia no mesmo ano, ficou parado, mas quando voltou foi campeão brasileiro sub-20.

O presidente do Conselho de Administração da CBAt, Warlindo Carneiro da Silva Filho, dá os parabéns ao medalhista olímpico e mundial em nome de toda a comunidade atlética. “Parabenizo o Claudinho, uma pessoa sensacional, pela tranquilidade com que esperou a medalha e especialmente por mais um aniversário”, afirmou o dirigente.

A Caixa é a Patrocinadora Oficial do Atletismo Brasileiro.

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