O 4×100 m do Brasil está na decisão do Mundial e garante vaga olímpica

4 d outubro d 2019 às 7:32 pm

A equipe com Rodrigo, Vitor Hugo, Derick e Paulo André correu a qualificação em 37.90, igualando o recorde sul-americano obtido nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000. Fernanda Borges foi 6ª do mundo no lançamento do disco

Revezamento 4×100 m se qualifica com 37.90 (Foto:Wagner Carmo/CBAt)

O revezamento 4×100 m masculino do Brasil está na decisão do Mundial de Doha, Catar. Nesta sexta-feira (4/10), oitavo dia de competições, o time formado por Rodrigo Nascimento, Vitor Hugo dos Santos, Derick de Souza e Paulo André Camilo de Oliveira, fez a sua melhor marca da temporada com 37.90, igualando o recorde sul-americano, dos Jogos Olímpicos de Sydney-2000 – uma marca que tinha 19 anos. O Brasil na final também assegura qualificação para a Olimpíada de Tóquio, Japão, em 2020. O bom dia do Brasil no Mundial também teve Fernanda Raquel Borges em 6º do mundo no lançamento do disco.

O público compareceu ao Estádio Internacional khalifa nesta sexta-feira, dia sagrado para os muçulmanos. É como o domingo para os cristãos – a maioria das empresas fecha e os funcionários aproveitam para fazer a oração coletiva obrigatória nas mesquitas, a partir do meio-dia.

O público deve ser bom também neste sábado (5/10), dia de folga em Doha (a semana útil vai de domingo a quinta-feira), na decisão do 4×100 m, às 16:15 (horário de Brasília). O SporTV 2 mostra a competição.

“A gente correu bem, foi o melhor resultado do ano e ainda temos muito para acertar. Estamos conversando sobre o que cada um errou, o que cada um sentiu para melhorar para amanhã e tentar subir no pódio”, afirmou Rodrigo Nascimento (Orcampi), acrescentando que cada atleta quis zerar o seu resultado individual e começar uma nova competição com o revezamento em Doha.

Vitor Hugo (Orcampi), que substituiu Jorge Vides, em relação a conquista do ouro do Brasil no Mundial de Revezamentos de Yokohama (JAP), em maio, disse que estar representando o Jorge – ainda mais que ele é seu cunhado – é muito satisfatório. “A gente errou um pouquinho nas passagens, mas conseguimos correr bem, com o melhor tempo do ano. Melhorando a passagem a gente consegue melhorar o tempo. A gente era bebezinho ainda quando o Brasil fez esse tempo de 37.90”, afirmou Vitor Hugo.

“Foi uma prova boa, a gente viu pelo tempo, mas vamos ver o vídeo com a comissão técnica (o treinador é Felipe de Siqueira) e ver o que a gente pode melhorar para amanhã. Sabemos que tem alguns acertos para fazer. É manter o pé no chão “, acrescentou Derick de Souza (Pinheiros).

“Foi uma prova forte, tanto que conseguimos o recorde sul-americano, que a gente estava buscando, e também pelo nosso principal objetivo de colocar o Brasil na final e em Tóquio. Mas queremos mais. A disputa está forte, mas em termos técnicos erramos muito. É acertar tudo, consertar os erros que a gente consegue melhorar ainda mais”, concluiu Paulo André de Oliveira (Pinheiros).

A última medalha brasileira conquistada no 4×100 m em Mundiais da IAAF foi obtida na edição de Paris-2003. Vicente Lenilson de Lima, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos da Silva e Cláudio Roberto Souza conquistaram a prata, com 38.26. Antes, no Mundial de Sevilha-1999, Raphael Raymundo de Oliveira, Claudinei Quirino, Edson Luciano e André Domingos haviam conquistado bronze, com 38.05.

Na qualificação do revezamento 4×100 m feminino o Brasil competiu na raia nove, na série 2, e fez 42.68, com Bruna Farias, Vitória Rosa, Lorraine Martins e Rosângela Santos. O grupo deixou a pista qualificado por tempo e comemorou. Mas alguns minutos depois, foi anunciada a desqualificação da equipe pela regra 163.3, referente a invasão da raia do lado. O Brasil entrou com protesto e aguarda decisão. A Jamaica, com 42.11, fez o melhor tempo da qualificação.

Fernanda Borges (Wagner Carmo/CBAt)

Fernanda, 6ª do mundo no disco – Fernanda Raquel Borges (IEMA) ficou em sexto lugar no lançamento do disco, com 62,44 m. As cubanas Yaimé Pérez (69,17 m) e Denia Caballero (68,44 m) levaram o ouro e a prata, com a croata Sandra Perkovic em terceiro (66,72 m).

“O meu objetivo era ficar entre as cinco, mas faltou um pouquinho, alguns centímetros”, disse Fernanda. As chinesas Yang Chen (63,38 m) e Bin Feng (62,48 m), ficaram em quarto e quinto. A melhor marca da brasileira na prova é 64,66 m, feita em Bragança Paulista (em 28/10/2018).

“Mas estou feliz, sou a sexta melhor do mundo e isso é incrível. Tive um ano muito bom, mas faltou pouquinho.” Fernanda disse que o resultado dá confiança para a temporada olímpica. “É importante estar competindo com as grandes, estar direto com elas e creio que isso vai me fortalecer muito para o ano olímpico. Vou treinar muito e chegar numa Olimpíada pensando no pódio.”

Darlan Romani (Wagner Carmo/CBAt)

Darlan Romani fará a final do arremesso do peso no Mundial de Atletismo de Doha, Catar. Na qualificação desta quinta-feira (4/10), no Estádio Internacional Khalifa, Darlan ultrapassou a marca mínima com um arremesso de 21,69 m na primeira das três tentativas a que tinha direito. A decisão de medalhas no arremesso do peso será neste sábado (5/10), a partir das 14:05 (horário de Brasília).

Darlan foi o segundo colocado no Grupo A (21,69 m), atrás do neozelandês Tomas Walsh (21,92 m), campeão mundial em Londres 2017, e segundo no geral. O campeão olímpico no Rio 2016 Ryan Crouser, dos Estados Unidos, foi primeiro no Grupo B e terceiro no geral (21,67 m).

Darlan Romani (Pinheiros) está entre os melhores do mundo na prova, mas integra uma geração internacional muito talentosa, em que nove atletas já obtiveram marcas acima dos 22 m nesta temporada, incluindo ele. O catarinense de Concórdia tem como melhor marca pessoal o arremesso de 22,61 m, recorde sul-americano, obtido em junho, na disputa do Prefontaine Classic, etapa da Liga Diamante. Darlan é o segundo no Ranking Mundial da IAAF. Ryan Crouse, o primeiro.

Moacir Zimmermann (Divulgação)

Também nesta sexta-feira o Brasil terá em ação os marchadores Caio Bonfim (CASO-DF), ganhador da medalha de bronze no Mundial de Londres 2017, e Moacir Zimmermann (Balneário Camboriú-SC), nos 20 km, a partir da 17:30 de Brasília. A prova começa às 23:30 local e é um grande desafio para os 54 inscritos por causa do calor e da alta umidade relativa do ar.

A Caixa e a Patrocinadora Oficial do Atletismo Brasileiro.

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