O dia é do grande campeão Robson Caetano

4 d setembro d 2020 às 11:24 pm

O velocista comemora 56 anos. Ele fez história no atletismo brasileiro, com dezenas de conquistas importantes, incluindo duas medalhas olímpicas de bronze, nos 200 m nos Jogos de Seul-1988 e no revezamento 4×100 m nos Jogos de Atlanta-1996

Parabéns Robson Caetano! O carioca Robson Caetano da Silva, o melhor velocista da história do atletismo brasileiro, comemora 56 anos nesta sexta-feira (4/9) e recebe os parabéns da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). Robson tem entre muitas outras conquistas duas medalhas de bronze olímpicas: nos 200 m nos Jogos de Seul-1988 e no revezamento 4×100 m nos Jogos de Atlanta-1996.

Na sua vitoriosa carreira de 22 anos – de 1979 a 2001 -, disputou quatro Olimpíadas, de Los Angeles-1984 até Atlanta-1996. Em Barcelona-1992, ficou bem perto do pódio duas vezes, terminando em quarto lugar nos 200 m e no revezamento 4×400 m. Em Seul, ainda foi quinto colocado nos 100 m, prova que ficou famosa por causa da desclassificação do canadense Bem Johnson por doping (é o único brasileiro a participar de uma final olímpica dos 100 m).

A consistência nos resultados de Robson foi impressionante. Durante 10 temporadas, de 1985 a 1994, esteve entre os oito melhores do mundo nos 200 m. Outro exemplo importante: é recordista sul-americano dos 100 m, com 10.00 (1.6), desde o dia 22 de julho de 1988, marca obtida no Campeonato Ibero-Americano de Atletismo, na Cidade do México.

“De todas as conquistas, a que mais significou foi a medalha individual, única na história da velocidade do Brasil, e que é pouco celebrada. Dão mais ênfase ao recorde dos 100 m, que em minha opinião, já deveria ter caído, do que o feito de disputar duas finais olímpicas na mesma edição, com direito ao bronze nos 200 m e o quinto lugar nos 100 m”, disse Robson. “O esporte significou libertação, encontro com uma realidade nova, novos horizontes, evolução espiritual, mental e física”, completa.

Símbolo de uma geração, Robson tem entre as suas conquistas o tricampeonato dos 200 m na antiga Copa do Mundo – Camberra-1987, Barcelona-1989 e Havana-1992, além de integrar os revezamentos 4×100 m ganhadores de prata em Camberra e Havana. Ganhou o bronze no Mundial Indoor de Indianápolis-1987 e quatro medalhas em Jogos Pan-Americanos: ouro nos 100 m e nos 200 m em Havana-1991, prata nos 200 m em Indianápolis-1987 e bronze com o 4×100 m em Caracas-1983, quando tinha apenas 19 anos.

Robson Caetano (Sergio-Berezovsky)

Nos Jogos de Seul, dividiu o pódio com os norte-americanos Joe DeLoach (campeão) e Carl Lewis (prata). Em Atlanta, formou o revezamento com Arnaldo de Oliveira, André Domingos e Edson Luciano Ribeiro.

Nascido na comunidade de Nova Holanda, na zona norte do Rio de Janeiro, Robson, que queria ser jogador de futebol, se encontrou no atletismo e foi revelado pelo Pentatlo Nacional, programa patrocinado pela Coca-Cola no início da década de 1980. Primeiro descobriu o salto em distância, orientado pela professora Sonia Risseti, no Botafogo. Os bons tempos nos 100 m e 200 m, no entanto, o levaram para as pistas.

Treinou depois com Carlos Alberto Lancetta e Carlos Alberto Cavalheiro, seu escudeiro em grandes conquistas e excelentes resultados. Foi quarto colocado em três Campeonatos Mundiais: Roma-1987, Tóquio-1991 e Gotemburgo-1995. Em 1989, foi campeão do IAAF Grand Prix nos 200 m, obtendo o seu recorde pessoal de 19.96 (0.4), no Meeting de Bruxelas, quando derrotou o supercampeão Carl Lewis. A marca perdurou como recorde sul-americano por 10 anos.

Campeão da Universíade de Duisburgo-1989 e dono de 18 títulos no Sul-Americano de Atletismo, Robson exerce multifunções. Formado em Educação Física, Jornalismo e Artes Cênicas, foi comentarista da Rede Globo, Record TV , Grupo Bandeirantes e, ultimamente, é freelancer da Fox Sports. Além de DJ, teve participação no filme “Como Ser Solteiro” e no programa de TV “Escolinha do Barulho” e encenou a pela “A arte de viver da arte”.

Robson Caetano (Marcelo Ferrelli/CBAt)

“Ser DJ, jornalista, ator, diretor, profissional de educação física é uma forma de ter opções de manter minha cabeça, meu corpo e espírito em movimento”, disse Robson, que orienta exercícios para várias pessoas na praia e é adepto do voo livre e paraquedismo. “Eu me defino como um educador, que de forma amável leva às pessoas confiança para alcançarem objetivos. Eu aprendi com o tempo que estamos aqui para ensinar e aprender e isso é muito importante.”

Robson é o quarto aniversariante da série de perfis que a CBAt vem produzindo. Iniciada em junho, a série prosseguirá até que todos os medalhistas olímpicos e em mundiais, indoor e outdoor, sejam homenageados e suas trajetórias e conquistas históricas relembradas. “São atletas que representaram muito bem o nosso esporte e tantas glórias trouxeram para o Brasil”, afirma o presidente do Conselho de Administração da CBAt, Warlindo Carneiro da Silva Filho.

A Caixa é a Patrocinadora Oficial do Atletismo Brasileiro.

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