Portuguesa Vera Nunes venceu a corrida global feminina Wings for Life World Run e José ganha prova no Rio

7 d Maio d 2018 às 5:40 pm

A maratonista portuguesa Vera venceu hoje a corrida global feminina Wings for Life World Run, disputada em vários pontos do mundo e sem uma distância definida, ao percorrer 53,78 km, em Munique e o paranaense José Eraldo Lima, bate o recorde nacional ao correr 63.70 km no RioNeste domingo (6), mais de 100 mil pessoas participaram da quinta edição da Wings for Life World Run em 66 países e viram o sueco Aron Anderson se tornar bicampeão mundial da prova. No Brasil, foram quatro mil inscritos na estreia do Rio de Janeiro como uma das sedes da corrida, com direito a quebra de recorde: o paranaense José Eraldo Lima sagrou-se campeão por aqui ao correr 63.70 km, maior marca já alcançada nacionalmente.

Única corrida global e sem linha de chegada do mundo, a Wings for Life World Run tem como objetivo arrecadar fundos para as pesquisas da cura da lesão medular. Depois de 30 minutos da largada, o chamado “Catcher Car” saiu em busca dos competidores a uma velocidade que foi aumentando gradativamente, tornando-se a linha de chegada móvel da prova. O sueco Aron Anderson foi, pelo segundo ano consecutivo, o vencedor global ao percorrer 89.85 km na Flórida (EUA) em cinco horas e meia de prova – em 2017, ele já havia feito 92 km.

A campeã Vera Nunes

“Ser a primeira mulher do mundo era honestamente um objetivo que perseguia há muito tempo mas que não acreditava ser possível alcançar já este ano. Estava  recuperando da maratona da Cracóvia, que fiz há duas semanas, e por isso tive alguma restrição. Comecei bem e sabia que podia vencer na Alemanha, mas a vitória global foi mesmo uma surpresa”, afirmou a atleta do clube Benfica, citada pela organização.

Vera Nunes, que em 2016 venceu a edição da corrida no Porto ao correr 58,86 quilómetros, percorreu hoje mais 50 metros do que a segunda classificada, a croata Nikolina Sustic, que alinhou em Zug, na Suíça, na quinta edição desta prova solidária, que tem apenas partida física e vence quem chega mais longe.

“Estou muito feliz. Essa corrida é incrível. É muito importante levantar fundos para as pesquisas da lesão medular – isso realmente faz a diferença. Então muito obrigado a todos que ajudaram a causa”, afirmou Anderson, que correu utilizando sua cadeira de rodas do dia a dia.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o último a ser alcançado pelo carro perseguidor, com quatro horas de prova, foi o paranaense José Eraldo Lima, que nunca havia feito mais do que uma maratona até então e conseguiu correr 63.70 km. A eslovena Miha Dobravec, campeã em sua terra natal no ano passado, levou o troféu entre as mulheres que correram no Brasil, alcançando a marca de 48.10 km percorridos na paisagem carioca em pouco menos de quatro horas.

“É uma prova incrível, com uma proposta muito bacana. Vencer aqui no Rio foi maravilhoso. Cada quilômetro e cada passo foram especiais. Eu nunca tinha corrido mais do que 42 km, mas resolvi me preparar para os 60 km, e consegui”, comentou José Eraldo.

“Estava preparada para correr a distância de uma maratona e deixei fluir os quilômetros que se seguiram. Gostei muito de correr no Rio de Janeiro, passando por tanta praia e paisagens incríveis, mesmo estando muito calor”, disse a eslovena Miha.

Atletas e personalidades brasileiras também se juntaram à causa e correram no Rio de Janeiro, como o embaixador da prova e paratleta Fernando Fernandes, a ex-ginasta Laís Souza, o triatleta Igor Amorelli, o surfista de ondas grandes Carlos Burle, o jogador de vôlei Bruninho e o ator Bruno Gagliasso.

A quinta edição da Wings for Life World Run arrecadou três milhões de euros para as pesquisas da cura da lesão na medula espinha e já tem data para acontecer em 2019: 5 de maio. No Brasil, Florianópolis (SC), em 2014, foi a primeira cidade a receber a prova, e Brasília (DF), a recebeu em 2015, 2016 e 2017.

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